Capitulo 3
Gabriel continua deitado olhando para o céu, pensativo, o que fora aquilo, um sorriso inocente, algo estava errado. O homem tenta mexer os braços, mas nada responde, estão dor mentes, não existe dor, estranho, o que acontecera aqui, o clarão fora tão perto que perdi o controle, é isso, e esse calor, não importa, tenho que ver o que caiu ali, a fumaça sobe apesar da chuva ininterrupta. Apóia-se com o braço direito tentando levantar, a dor foi extrema, sua perna esquerda formiga dando a impressão de milhares de agulhas furando, apenas isso vinha à mente. A cabeça roda tem alguém bem ali, me ajude, por favor, socorro, pensa Gabriel sem ter nem forças para sair a voz, perante tanto dor. O pescoço dói, tenta movimentá-lo, um estalo, a dor foi insuportável que desabou no asfalto. Gabriel não mexe um músculo se quer, a dor era profunda a cada movimento, olha para frente e sente que algo aproxima perigosamente, medo vem à mente, pressente o pior, um gosto de sal vem à boca, Gabriel vomita no asfalto molhado.
-Que cheiro ruim, um fedor de lixo.
Num instante via um vulto a sua esquerda, a visão embaçava cada vez mais ou já estava louco. Curiosidade e medo, utiliza o que resta de suas forças, por surpresa fica de pe, a dor foi tamanha que tombou de costas, indo quase a inconsciência. Que estranho não sinto dor, será isso, estou morrendo, como quero ver meus irmãos novamente, não posso ir ainda, não posso .Gabriel abre os olhos e se depara diretamente com aquele ser a sua frente, a adrenalina pulsava por todos os cantos de seu corpo, um frio que gelou no mais profundo de sua espinha .Um mostro, um demônio, seus olhos formavam brasas dilacerantes, tinha quase dois metros de altura, Gabriel piscou os olhos umas três vezes, o ser deu mais um passo e Gabriel estatelou os olhos, não podia ser verdade, viu chifres e asas, saber que estava morrendo já o levara a loucura. O ultimo fio de consciência se fora após ver uma espada flamejante revolta por fogo em todas as extremidades,terminado por um sorriso fantasmagórico que surtira como trovões aos seus ouvidos.
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