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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Capitulo 4

Capitulo 4


Azaniel continuava a dizer palavras de incentivo aos seus companheiros, uma batalha sem precedentes poderia acontecer em alguns instantes, uma pressão no ar fez Azaniel toca rapidamente no cabo de sua espada, o que deixou os demais em alerta, sentiu-se intrigado com aquela presença, seria um mensageiro dos demônios, não havia cheiro algum no ar, apenas um sentimento perturbador. Com uma voz firme Azaniel fala em voz alta.
-Tenho certeza que tem mais alguém aqui hoje, identifique-se agora ou tomarei providencias cabíveis.
Silencio por alguns segundos, ouviu-se apenas o cintilar e o clarão após Azaniel desembainhar sua espada da bainha. Uma voz calma e tranqüila veio aos ouvidos de todos.
-Acalme-se meu irmão, estou aqui para ajudar, acredite serei de grande ajuda.
Um vulto desceu da catedral prostrando-se atrás do exercito de seus irmãos, num rompante já estava a um centímetro de sua espada. O guerreiro se viu envolto nos pensamentos, aquele olhar, o que ele fazia ali, não podia ser, um dos mensageiros nessa batalha, algo estava errado, muito errado. Os quatro primeiros anjos das fileiras desembainharam suas espadas ficando próximo do novo ser que aparecera do nada a frente de todos.
-Parem, ele esta do nosso lado, mesmo assim não conseguiram nem tocá-lo.
Os anjos surpresos prontamente obedeceram seu superior voltando para seus respectivos lugares, o guerreiro embainhou sua espada cintilante aprontando um pequeno sorriso dirigido ao novo anjo.
-Há quanto tempo meu irmão, estou feliz de vê-lo, apesar de surpreso, não fui informado que o grande Ariel estaria aqui esta noite, não me diga que também participara desta peleja?
Os guerreiros agitados, poderia ser verdade mesmo, um dos mensageiros divinos bem ali ha frente de todos, eram raros esses momentos, e também significava muitos problemas na batalha que se aproximava.

Muriel corria em alta velocidade parando na ponta de um prédio, a noite estava ótima, a garoa fina tocando seu rosto, a brisa suave, felicidade, a chuva trás poder. Alguns irmãos passam bem ao lado sem percebê-lo, a batalha prometia ser dura, poderia haver um numero grande de demônios amontoados perto dali, começava a ficar interessado, a muito não era chamado, claro sabia bem o porquê, toca levemente no tórax sentindo há cicatriz que ainda não desaparecera, fora levado para a escuridão, sentira a angustia. Muriel fecha os olhos, uma voz, toque em seu rosto, tintilar de espadas, sofrimento, a luz incandescente e um transpaçar de laminas, estava livre, dor, o corpo cortado por varias facas, o inferno. Alguns minutos depois Muriel abre os olhos e um sorriso inocente vem ao rosto, é isso, estava livre, a luz era sua força, nunca esquecera aquele instante, a imponência do anjo que estava a sua frente, olhou diretamente em seus olhos e via a paz celeste, a lua o admirava pelos olhos daquele anjo, seu libertador. O anjo continua sua corrida ate chegar a uma catedral, ali no gramado seria o encontro, Muriel passa pelo prédio da Catedral, um pressentimento ruim vem à mente, algo escondido nas sombras a observar, pensou em verificar, mas já via a presença de um anjo em alta velocidade se aproximar pousando no gramado a frente de todos, o conhecia bem, um velho companheiro de batalhas, Azaniel era seu nome, um valoroso guerreiro, sem demora Muriel apresentou-se no gramado tomando a ponta de uma das fileiras. Ouvia as palavras de Azaniel, porem a sensação estranha de instantes a trás o preocupava, tinha impressão de conhecer aquela aura, bem fraca, mas podia ser. Num momento de distorção Muriel sente uma grande pressão no ar, alguém poderoso acabara de chegar, tocou no cabo de sua espada ouvindo as palavras de Azaniel, e o cintilar da espada do guerreiro desembainhando sua arma, chaga aos ouvidos uma voz serena e calma, um instante após se deparava com aquela imponência, ficou estático, não conseguia mover seu corpo, estava obcecado por aquele momento, apertou os olhos e sentira que não era ilusão, era ele, o guerreiro divino, o purifica dor de seus pecados.
-Boa noite meu irmão, estou feliz por estar aqui, batalharei com guerreiros valorosos nesta noite. Ariel se vira ficando do lado de Azaniel, apronta um sorriso tímido olhando diretamente para Muriel.
-Mas acredito Azaniel que a presença que tanto o incomodou não foi a minha necessariamente, não estou certo Miguel, por favor, apareça e nos contemple com a sua companhia.
Um vulto pula de uma arvore a cinqüenta metros da catedral e num piscar já aparecera à esquerda do exercito de anjos, que olhavam curiosos a caminhada do novo anjo que mostrava-se a frente de todos. Azaniel muda totalmente sua face ao ver aquele semblante a sua frente tentou apenas pensar, mas as palavras saíram mesmo assim.
-Não pode ser, Miguel também aqui, algo esta muito errado.
Ariel ouvira a afirmativa de Azaniel, também estava curioso, havia sido relatado que poderiam ter alguns perdidos entre os demônios, mas com ele e Miguel ali, a quantidade de caídos talvez fosse expressiva. Ariel esperou apenas Miguel aproximar para perguntar qual a verdadeira situação desta peleja que se iniciaria em momentos.
-Ola meu irmão, me alegra lhe ver esta noite, mas tenho certeza que você também esta curioso com minha presença, esta ciente de algo.
Miguel mostra um belo sorriso, que angustia mais ainda o anjo.
-Ariel, que bom estar em sua presença, me intriguei também com tudo isso, não fui informado de você, apenas que haveriam alguns caídos bem perto daqui.
Miguel chega bem perto dos guerreiros dirigindo-se a Azaniel
-Guerreiro, estou assumindo o comando de batalha, Ariel, vai ser um prazer mais uma vez tê-lo como companheiro de batalha.
Miguel virou para os demais.
-Boa noite meus irmãos, sei que estão surpresos, mas sem delongas peço que se preparem para a guerra, sinto que estão se aproximando, e nós os combateremos bem aqui.

Ariel dirigiu-se ate Muriel, parou a sua frente tocando no cabo de sua espada.
-Faz muito tempo meu amigo, espero que lute com fé esta noite.
Muriel segurou firme no cabo da espada, era a resposta positiva que Ariel procurava, o anjo foi ate Miguel, sabia o porquê da sua presença naquela noite, um cheiro pútrido veio às narinas, estavam chegando e vinham com ódio e dor, podia sentir no ar, ao horizonte um emaranhado de olhos vermelhos, brasas incandescentes por todos os lados, eram tantos, Ariel sabia qual o motivo de estar ali, mas não sentia a presença de nenhum dos caídos entre os demônios, estavam perto, e eram muitos, algo estava errado, Miguel chega perto de Ariel comentando em voz baixa.
-Você esta sentindo, nunca percebi tantos juntos antes.
-Não se preocupe, irei solicitar para um irmão buscar descobrir o que esta acontecendo.
Ariel vai mais uma vez ate onde Muriel encontrava-se.
-Sei que você pode senti-los também, não sei, tem algo estranho nesta peleja, tente descobrir o que esta havendo, qualquer novidade me avise.
Antes de sair Ariel toca no ombro do anjo e desenrola um sorriso de satisfação.


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Muriel corria entre as ruas, tinha que ser assim, usar o mínimo de poder possível, fazer sua aura de luz desaparecer por completo, por muitas vezes voltara os olhares para o horizonte, eram tantos demônios, a luta já começara, tinha que ser rápido e discreto, passou por outra rua bem estreita deparando-se com uma antiga construção, talvez um siderúrgica, estava quieto, a pressão do ar o chamou a atenção, certeza, este era o lugar onde estavam entocados. Muriel com extrema cautela aproximava cada vez mais, barulho, movimento, três homens apareceram no raio de visão do anjo, traziam dois corpos com eles, apertou os olhos percebendo que tratava-se de duas mulheres, talvez estivessem apenas desmaiadas. Olhar atento ate um dos homens aproximar, retirou um celular do bolso utilizando o aparelho, deu um giro lento, claramente averiguava o local. O anjo apenas observava, ate que estacou, viu o rosto branco leite do homem, olhos fundos e avermelhados, os dentes sobressaltavam.
-Um vampiro, o que devem estar fazendo aqui.
Muriel chega perto do prédio percebendo uma pequena entrada a esquerda, tentou aproximar-se, ate sentir um forte choque, teve que dar dois passos para trás para se livrar da carga.-
Há, uma poderosa barreira, não poderei entrar se ser notado.
O anjo com agilidade decide voltar e passar o relatório do que vira para Ariel.

Muriel distanciou-se uns dez metros do prédio ate chegar em um beco, dali poderia locomover-se com mais liberdade seu corpo, preparou-se para correr, pressão no ar, Muriel da um salto ágil para trás, ouviu apenas o tocar da espada no chão causando uma enorme explosão levando pedras e areia para o ar, após um sorriso fantasmagórico chegou aos ouvidos do anjo. Muriel retira a espada preparado para o combate, não era o momento, cair num lugar como aquele, não era seu desejo, tinha que informar Ariel da situação, com dificuldade viu um vulto a sua direita, um ser enorme empunhando uma espada de tamanho similar. O demônio abre as asas, agora tinha certeza que se tratava de um caído, retira a espada estocada no chão e corre na direção de Muriel atacando primeiramente da direita, depois pela esquerda, terminando com um golpe vertical a fim de atingir o anjo sem obter sucesso. Muriel amparou os dois primeiros golpes e no terceiro deu um salto para trás segurando a espada firme com as duas mãos preparando um contra ataque.
-Não tenho escolha, terei de liberar o meu poder para destruí-lo.
A espada de Muriel começa a brilhar, a luz suprimia a escuridão, incomodado o demônio correu novamente na direção de Muriel que com extrema agilidade rompeu com sua espada cortando o braço esquerdo do demônio que caiu de joelhos gritando de dor, no segundo golpe enfiou a espada de luz no seu pescoço com extrema violência ate transpaçar do outro lado partindo o corpo do demônio em dois terminando com sua existência. Sem pestanejar Muriel abre suas asas deixando o lugar o mais rápido possível. Com um olhar discreto percebeu vários demônios acima da fundição, fora descoberto, teria que retornar e informar o que vira, na segunda averiguação não havia mais nenhum caído em seu campo de visão.

Um comentário:

Unknown disse...

gostei ... no cavaleiros do zodiaco "desenho" jamiel é um lugar...

A Localização geográfica de Jamiel é um mistério, porém é certo que seja nas montanhas do Himalaia, mas pensa-se que a localização exata de Jamiel é no estado Indiano de Jammu e Caxemira, lugar é disputado entre a Índia, Paquistão e China por ser uma região estratégica do Sul-Asiático. Existe também um forte movimento independentista na região, por parte da população que não quer ser submetida a nenhum dos países conflitantes

A estreita ponte que leva a Jamiel cruza um precipício onde os que querem passar devem enfrentar um ataque dos cavaleiros mortos que jazem no local (no Cemitério das Armaduras, onde estão as armaduras que os muvianos não puderam consertar pois precisavam de seu sangue, sendo que na obra canônica, eles nunca doam sangue). Tal ataque, não explicado na história, muito provavelmente é uma ilusão criada para afastar os desavisados e aqueles de baixa capacidade, a exemplo das ilusões criadas por Shaka para atrapalhar Saga, Camus e Shura na Casa de Câncer durante a invasão do Santuário pelos Espectros de Hades, pois ao atravessar a ponte, Shiryu percebe que não há nenhuma ameaça e que os cavaleiros que acabara de enfrentar eram apenas restos mortais presos a formações rochosas parecidas com estacas no fundo do precipício.