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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Capitulo 5

Capitulo 5


A chuva cai lenta e solitária, os pés molhados incomodam, um chamado lhe fora entregue poucos minutos atrás, mais uma batalha, o desejo de rejeição sempre pairava sobre a mente, mas era sua penitencia, o poder para apagar seus pecados e duvidas. A batalha seria difícil, procuraria novamente seu velho amigo, ele poderia estar entre os demônios, um caído, um valoroso guerreiro que fora perdido na escuridão. Depois de abertos os olhos formavam duas luas prateadas que se confundiam com o céu. Abre as asas, alça vou com extrema velocidade, teria que chegar ao local o mais rápido possível, a batalha poderia estar próxima de seu inicio, a mensagem descrevia que poderiam haver alguns caídos agrupados, algo que a muito não era visto, geralmente todo ser que se afunda nas trevas trava suas próprias batalhas espirituais.

O guerreiro chega a uma torre, a catedral que lhe fora instruído, tudo calmo e silencioso, uma rajada de vento e o cheiro sufocante de enxofre veio às narinas, a cena abaixo entoava uma estarrecedora batalha, vários montes de cinzas e pó. Tinha certeza, os demônios haviam sido derrotados na batalha. Uma pressão no ar e o anjo olha fixamente para a esquerda, havia uma construção bem antiga, um poder familiar, aguçou os sentidos percebendo um movimento anormal, deu um voou rasante, num instante já estava próximo da construção. Os olhos cintilaram cada vez mais, um pequeno sorriso no rosto, um momento surreal, mais e mais caídos vinham aparecendo no seu raio de visão, apertou os olhos, estranho, todos apenas observavam, risadas e xingamentos eram direcionados, olhou para a esquerda percebendo seus irmãos anjos de luz no meio de muitos demônios, eram poucos e encurralados, estavam se divertindo. O anjo toca no cabo da espada e a retira com agilidade, liberando todo o seu poder, o clarão emitido chama a atenção. O anjo dispara em direção do grupo de demônios, um transpaçar de espada e um demônio tomba sem vida no chão, os demônios mais próximos reagem e vão em sua direção, mas são destruídos com facilidade, num bater de asas o anjo imprime uma velocidade incrível cortando braços e cabeças ate chegar no centro da batalha, avista poucos anjos, ele estava la, aproxima ficando lado a lado como os demais, um pequeno sorriso de alegria é demonstrado, mas logo sua visão volta para os demônios por todos os lados.

Miguel defendia seus semelhantes com bravura, haviam mais dois anjos ainda em condição de luta, Ariel e o jovem Azaniel mantinham-se firmes ao seu lado , muitos anjos agonizantes no chão, outros já sem vida mostravam que os anjos de luz estavam próximos da derrotada. Rafael aferrou ainda mais as mãos na sua espada, depois de mais xingamentos e ameaças os demônios atacaram novamente, mas não tiveram chances, Rafael e Ariel destruíram todos os demônios em alguns minutos, não tendo nenhuma dificuldade. Rafael deu um passo para trás ficando de costas para Ariel.
-Já vi meu irmão que não perdeu nada de sua potência apesar da batalha ter demorado tanto tempo
-Não e verdade, estou muito cansado, tive de usar muito poder contra os caídos que enfrentei, estou esgotado, mas ficarei firme ate a Legião chegar para nos ajudar.
-Veja Rafael, eles estão se preparando novamente para a batalha, precisamos de muita fé e esperança para sairmos dessa vivos.

Após muito esforço e sangue chegarão final da batalha com os demônios, agora os caídos se preparavam novamente, não teriam mais chances, seriam derrotados naquele momento, seriam levados para a escuridão, o pior destino escolhido por um anjo, sucumbir às trevas, apenas isso vinha à mente de Azaniel que se mantinha ao lado de Miguel protegendo os seus irmãos que estavam feridos, curando-se aos poucos. Há forte garoa tornara uma tempestade, a água caia verticalmente, Ariel levanta um pouco sua ferramenta e deixa a água cair em seu rosto, o liquido sagrado era assim, dava mais poder aos anjos de luz, suas feridas curavam mais rapidamente. Uma forte corrente de ar, um silencio inesperado se fez por um instante, sendo interrompida por gargalhadas que congelavam ate os ossos dos mais corajosos.

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